viernes 16 de octubre de 2009

A Moda é uma linguagem superficial?

Imagem tirada do link da matéria.


Saiu uma matéria super-bacana na Revista Escáner Cultural, que é uma publicação fantástica de um grupo de artistas e intelectuais do Chile e outros países da América Latina.

A matéria responde se a Moda é uma linguagem superficial, ou não. Fica de dica de leitura para o fim de semana. Para lê-la, basta clicar aqui.

Um beijo, feliz fim de semana!

miércoles 13 de agosto de 2008

Carteiras antigas



Uma paixão singular... Elas fazem parte do meu acervo pessoal e são italianas, as duas.

Os tecidos

Ando dedicada a meus moldes, a comprar tecidos, lavá-los, organizar meu ateliê e minhas atuais e futuras criações. Uma das lembranças mais deliciosas que tenho da minha infância é de quando tínhamos - minha mãe e eu - que sair para escolher tecidos. Acho que pertenço à última geração que mandava fazer as próprias roupas: hoje em dia as costureiras de família estão em extinção, uma das coisas mais difíceis é encontrar uma.

Pois bem, falava de ir comprar os tecidos. Lembro-me de uma loja em especial, em cujas bancas de madeira organizavam-se as peças de tecidos por tipos. Era uma loja enorme, e detrás, num quintal, havia gatos de estimação. Minha mãe e eu costumávamos escolher os nossos tecidos aí, passávamos um bom tempo observando as novidades, tocando as fazendas, até a hora de chegar em casa e começar a planejar os modelos.

Aprendi um gosto por tecidos que, sei, me acompanhará por toda a vida. Hoje tive o prazer de descobrir várias lojas, passei horas escolhendo as cores, tocando as texturas, me veio à memória a sensação que o contato com a superfície dos tecidos me dava na infância. Ela permanece agradável, somada ao olhar que tenho atualmente sobre a Moda, sobre Estética, sobre os meus sentidos.

Os tecidos são a matéria que dá vida a alguns dos meus sonhos. E sou absolutamente sonhadora.

jueves 10 de abril de 2008

Novidades vindas do Japão









Há algum tempo o Japão tem atraído os olhares do resto do mundo para a profusão de criatividade dos seus jovens, que inventam e reiventam a roupa que vestem. Trabalhos como o da Fruits, que era uma espécie de fanzine e depois se tornou uma publicação linda da editora londrina Phaidon, assim como a publicação Gothic & Lolita, da mesma editora, são prazeres estéticos para quem curte Moda, comportamento, cultura.

A novidade agora é a nova proposta dos japinhas: o movimento "no logo", que aposta em roupas sem grife, mas com muito estilo e bom acabamento. Nessa onda, cabem o artesanal, o "feito-por-mim-mesmo/a", enfim, a roupa tem, textualmente, a cara (e mãos) de quem a veste.

Vale a pena ler a matéria publicada hoje no site do Yahoo. Para lê-la, é só clicar aqui. Boa leitura!

jueves 7 de febrero de 2008


Esta é a minha leitura de agora: Moda e guerra - um retrato da França ocupada. Leio-o fazendo anotações, ou, como diria Roland Barthes, "levantando a cabeça". A autora, a historiadora francesa Dominique Veillon, analisa como a Moda se transformou e significou uma forma de resistência cultural na França ocupada pelos nazistas. Esse livro faz parte das minhas leituras atuais sobre Moda e comportamento. Há vários outros que compõem a minha lista e sobre os quais falarei depois aqui. Um abraço e boa leitura para nós!

Linhas coloridas

Linhas que tingi na semana passada.

sábado 2 de febrero de 2008

O customizar

Customizar é como escrever poesia: convive-se com as palavras, como fazia Drummond, até que elas se juntam ao seu gosto, e disso saem os versos mais belos. A customização obedece a leis estranhas e mágicas: é preciso conviver com as peças - às vezes por dias -, e elas mesmas vão nos sugerindo onde entra um bordado, uma fita, um botão, uma pecinha de pedraria. A customização é a criação de uma identidade única para cada peça: é impossível que se faça em escala industrial, como também é impossível escrever dois poemas iguais.

Customizar é trabalho para mãos e pensamento, juntam-se as imagens de toda uma vida, tudo que se aprendeu serve ao trabalho artesanal e delicado do customizar. Resgatam-se técnicas ancestrais, como bordado, tapeçaria, tingimentos diversos, costura. O fazer de gerações vai brotando no trabalho da roupa e do acessório customizados, o que sabiam minha avó, minha bisavó vai-se recuperando nas criações feitas no Século XXI. Customizar também significa resistir ao tempo e à destruição de uma memória especial e importantíssima: aquela que guarda os fazeres femininos, o que realizavam as mulheres de outras gerações, quando o seu espaço de atuação - na quase absoluta maioria das vezes - era somente o da casa, o espaço privado.

Customizar é tentar preservar esses saberes que vêm sendo atropelados desde a consolidação da sociedade industrial, saberes que, repetidas vezes, têm sido diminuidos e apartados pela produção em série, pelo made in china, pelo barato mas sem identidade das lojas de R$1,99.